quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

O AMOR


 

Sempre  situado na lua

o amor e fome no vento

que amua sempre árduas

acesso antes de  apagar

jade rasgando tecidos

a sorte aliviando as dores de

 um corte  amando o ódio  virtual

  numa manhã ancestral respirando

com medo

ancestral respirando

virtual

ATRAVESSO


 

Atravesso  lado a lado

montanhas  planícies

insaciáveis viajo

na  fome no lume

que me devora amante


uma flor  não longe

meu corpo mudo  abre - se

a delicada urgência do orvalho

o esquecimento no outro lado

da noite o amor è possível

leva- me entre as doces substâncias

que morrem cada dia na tua imagem 

na tua memória


 

in blogger.com.blg.post fausto fonseca


 

Nunca o silêncio sem ausência

a reflexão sem as palavras gastas

que se esbatem sem o vazio que nos

 preenche sempre como calor de um

abraço que nos transparece o silêncio

de um suspiro

faustofonseca

Quis um compasso de espera


 

Quis um compasso de espera erguer

a manhã  a altura sonâmbulo dos meus

sonhos e  foi como quem apanha insónias

num campo de girrassòis despentear - te

os teus cabelos de menina ainda lua jà

mulher um   fio de horizonte surgiu nos

contornos de uma gaivota que deslizou

entre dois verbos e os sonhos espalharam - se

atè ao sol do meio dia num voo raso palas

dunas do azul como búzios irrequietos

mas não da maresia ao amor trigo da nossa

erva eu sou hoje esta nova semente verso de água

POESIA


 

Seja disponível em todo o encontro

em poesia aberta a emoção


a nudez  è medida pela falta 

de roupa ou pela  falta  de pele  ?

SEMENTES


 

Esta   semente colhi - a junto dos nossos

mortos caídos nas batalhas nos cárceres

e verás um dia  querida  como è fecunda e 

maravilhosa  nela dormem os navios os mares

os homens coroados de espigas nela abre as asas

a ave solar da nossa  esperança por isso a guardo

onde nem os homens  nem as chamas dos novos

infernos a poderão destruir è na pureza dos seios

incomparáveis amamentando esta criança que

tranquilamente a semeio


O QUE NOS LEVA


 

O que nos leva  è  indestrutível

esta semente  colhi - a junto

dos nossos  mortos nas  batalhas

caídos colhi - a  querida nos careceres

e nos acùleos e verás  um da querida como

 fecunda 

porque eu te amo

ès a sucessão do passado a constante do presente e o silêncio do futuro ès a palavra imaginada feita amor