quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Quis um compasso de espera


 

Quis um compasso de espera erguer

a manhã  a altura sonâmbulo dos meus

sonhos e  foi como quem apanha insónias

num campo de girrassòis despentear - te

os teus cabelos de menina ainda lua jà

mulher um   fio de horizonte surgiu nos

contornos de uma gaivota que deslizou

entre dois verbos e os sonhos espalharam - se

atè ao sol do meio dia num voo raso palas

dunas do azul como búzios irrequietos

mas não da maresia ao amor trigo da nossa

erva eu sou hoje esta nova semente verso de água

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porque eu te amo

ès a sucessão do passado a constante do presente e o silêncio do futuro ès a palavra imaginada feita amor