quinta-feira, 26 de maio de 2022

Vento

eu sou o vento que havia de vir

venho das terras onde os homens

 já nasceram irmãos

e eu se que já nada nos pode

separar

beijo os brancos e os negros

e todas as raças na face


sopro e trago comigo as chuvas e os poemas

canto levo as sementes redentoras lanço - as


conscientemente eu sou o vento semeador

as minhas sementes são homens e mulheres


e o meu gesto è o mais belo que o mundo viu


da terra negra os homens e mulheres novos brotam

e erguendo os braços o sol veste de fraternidade


eu sou o vento que havia de vir o vento necessário

escutai a canção admirável de meus lábios de poeta 


e deixai  que eu passe 


eu quero beijar suavemente os seios e o sexo em flor


das mulheres magnificas que estão a conceber


deixai que eu passe bonançosamente e semeie em paz

quando não passar de qualquer forma serei o furacão


que tudo subverte pois a sementeira terá de ser feita
 

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porque eu te amo

ès a sucessão do passado a constante do presente e o silêncio do futuro ès a palavra imaginada feita amor