quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Noite


 a noite   se repete   a tristeza  abafada

o medo de possuir  demónios

nas veias se enrosca em forma de torpedo

no riacho da tua cela abraço  o estômago

da realidade  abrindo  com a arma da

necessidade que berra de tal onda viciada

o esqueleto cravado em terras  là  para o

lado do oriente não há desgraça que permaneça

solitária aumentando  o registo de infelicidade

que começa de  forma literária e acaba  transformada

em realidade

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porque eu te amo

ès a sucessão do passado a constante do presente e o silêncio do futuro ès a palavra imaginada feita amor