quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Gozo os campos

sem reparar para eles

pergunta - me porquê

porque os gozo

respondo

gozar uma floresta è estar

inconscientemente ao pé dela

è ter a noção do perfume nas

nossas ideias mais apagadas


quando reparo não gozo

fecho os olhos

è o meu corpo que està entre a erva

 

ès tu que escreves

sò tu me deixas o que guardo

no esconderijo do meu ouvido

há sò tu deixei de escrever

já là estava tudo quando peguei

nisso foi a mim que muito me escapou

e sò em ti o secreto tesouro o musgo

o e o âmago
 

Há sò tu

já não canto è um encanto ouvir

um passarinho e já não digo 

è tão bonito ficares a olhar para tua

esperança
 

Conformismo

passar e deixar um rastro

sem estudada intenção

mas impor o esforço de continua - lo

ou sumariamente apaga - lo com ou sem

intenção
 

No amor

com amor aceita planta cria

meu amor deixa - te onde for !

sê disponível em todo o encontro

em poesia aberta a alma à emoção

demais aceitação ! 
 

Apoiamo - nos nas curvas

 

descobrimos cidades novos horizontes

novos amores chegou o momento

de seguirmos em frente sozinhos de experiência

compartilhada no percurso atè aqui seja a alavanca

para alcançarmos a alegria da chegada ao destino final

è o amor e depois ? o meu peito contra o teu ficamos

os dois a imaginar ?


o meu peito contra o teu a cantar o mar num leito cortando o ar

há todo o espaço para amar ?



Dinossauros em Janeiro

de tempos em tempos

tornam - se no outro

renova - se e sucedem gerações

e coisas são cada vez mais ao fundo

soterrados alicerces piso cova sob

 os passos em que pisas apartados

a reboque ao desconecto de valores

e poderes que podemos cristalizados

cria musica pelo silêncio das armas

embainhadas de tambores silenciados


de corpos sepultados na paz em nome da vida
 

porque eu te amo

ès a sucessão do passado a constante do presente e o silêncio do futuro ès a palavra imaginada feita amor